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DO BLOG MANJERICÃO

  • John Soares

Desvendando a sensibilidade ao glúten

Atualizado: Mai 20

Com a explosão da cultura fast food e de alimentos industrializados, nascida nos anos 70 e difundida mundialmente nos anos 80, muita coisa foi perdida, quer seja em termos gastronômicos ou em termos nutricionais.




De alguns poucos anos para cá, observa-se com uma frequência maior o retorno ao hábito do consumo de alimentos naturais, com utilização de ingredientes frescos e com participação ativa de todo o processo pelas pessoas, desde a procura por ingredientes ao modo de preparo.




E os grupos com restrições alimentares apenas se beneficiaram com o boom da alimentação natural e orgânica. Os alimentos veganos ficaram mais acessíveis e receitas são compartilhadas pela rede. Antes pouco conhecida, a intolerância ao glúten é desmitificada.  Vamos conhecer um pouco mais sobre a sensibilidade ao glúten.




Definição

Conhecida cientificamente como doença celíaca (DA), a intolerância impede a absorção do glúten pelo sistema digestivo. Indivíduos que possuem sensibilidade nascem com uma predisposição genética para um distúrbio inflamatório no intestino delgado.




De maneira mais simples, o intestino delgado não consegue digerir o glúten e isso causa inflamação e desconforto em pessoas predispostas a desenvolver a doença.

O glúten é encontrado em grãos e cereais como a cevada, trigo, malte e o centeio. Dentre os profissionais da área da saúde, algo é unânime em relação à intolerância ao glúten: seu diagnóstico pode não ser simples.

Antigamente a doença era identificada em sua maioria, em crianças. Com o surgimento de testes sorológicos e maior atenção por parte dos médicos aos sintomas, cada vez mais, adultos tem sido diagnosticados.



Trigo para Kibe


Sintomas

Os pacientes podem apresentar osteoporose precoce, diarreia crônica, flatulência, deficiência de ácido fólico e proteínas lipossolúveis, distensão abdominal (inchaço) e hipoglicemia. De 10% a 20% dos portadores apresentam problemas na pele.

A maior dificuldade se dá com as pessoas assintomáticas, elas podem apresentar poucos e incomuns sintomas: anemia por deficiência de ferro, osteoporose ou osteopenia, infertilidade e até baixa estatura.

Além disso, a doença pode vir associada a diabetes tipo I, Síndrome de Sjogren, depressão, autismo, epilepsia, hepatite autoimune, puberdade tardia, síndrome de Turner, cirrose e Síndrome de Down.

Classificação

Muitos pacientes que relataram mal estar associado ao glúten não possuíam DA. Dessa maneira, há hoje em dia três classificações para condições associadas ao glúten:

– Alergia ao trigo: pode se manifestar por meio de sintomas respiratórios, alergia alimentar ou urticária de contato.

– Sensibilidade ao glúten não celíaca: os sintomas vão desde problemas intestinais e extraintestinais, tais como dor nos músculos e esqueleto, dores de cabeça e erupções cutâneas.

– Doença celíaca: acontece atrofia das vilosidades intestinais – por consequência má absorção dos nutrientes e os sintomas citados anteriormente.

Tratamento

A principal forma de tratamento é uma dieta livre de glúten. É possível substituir o trigo, aveia e a cevada por milho e seus derivados (amido, fubá, etc.), farinha de arroz, derivados da batata, da mandioca, dentre outros.



Aveia em Flocos Grossos


Desde 1992, uma lei federal obriga os fabricantes a identificarem em suas embalagens se o alimento contém ou não glúten.



Grão de Bico


O não tratamento pode implicar em desenvolvimento de anemia, infertilidade, osteoporose e câncer de intestino. Por isso, é muito importante consultar um médico especialista e, se constatada a doença, contar com as orientações de um nutricionista para fazer uma reeducação alimentar.


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